Porque nós devemos falar sobre: Asparaginase

26 maio 2017
Comunicação CI
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Recentemente, temos tido um forte número de eventos e de movimentos voltados para debater a Asparaginase, primeiramente, devemos compreender o seu significado. A Asparaginase é a parte mais importante da quimioterapia de aproximadamente 4.000 crianças que possuem leucemia no nosso país, é importante darmos uma maior visibilidade ao assunto quando ele envolve o nosso próprio povo e pessoas que estão próximas de nós. Venhamos e convenhamos, devemos ter muita cautela no conteúdo, mas devemos sobretudo denunciar qualquer coisa que afete o desenvolvimento da cura dessas pessoas, não podemos nos calar e muito menos ser coniventes, então após todo um estudo e uma pesquisa procuramos escrever essa matéria, buscando conscientização, acima de tudo.

 

As crianças que sofrem da Leucemia Linfoide Aguda necessitam desse tipo de medicamento, a droga lida com a asparagina de uma forma que resulta em um ácido aspárgico e amônia, além de apresentar alguns efeitos colaterais, como a náusea, vômito, perda de apetite, cansaço excessivo, hipersensibilidade, entre outros. Desde 2010, o Brasil enfrenta uma dificuldade na importação do medicamento, gerando faltas. Neste ano, o governo federal decidiu importar a Asparaginase da China, provocando diversas polêmicas entre profissionais da saúde que se preocupam com o fato do medicamento não produzir tanta eficácia, e a segurança do medicamento adquirido entre os responsáveis, para que a droga não proporcione nenhum risco às crianças. É bom ressaltar que a Asparaginase Chinesa não possui nenhum tipo de fato comprovado da sua eficácia e sua segurança, por nenhum laboratório específico. Embora a maioria dos órgãos tentem explicar a necessidade pela troca do país importador da droga, devemos compreender que a nossa situação atual se reveste em algo muito mais superior e importante a uma crise e a uma economia, devemos vislumbrar a maior parte dessa história, devemos olhar por todas as crianças, ligadas a nós ou não, que vão sofrer por esse tipo de escolha, por isso, compreende-se que esta não é uma escolha fácil a ser feita e muito menos feita do jeito que os órgãos decidiram fazer, devemos continuar acompanhando e lutando, por mais que não nos afete, devemos aprender a nos tratar como irmãos e humanos, quem ama cuida, e mesmo que não conheçamos todas essas 4.000 crianças, nós temos gosto e vontade de descrever toda a nossa força que está sendo enviada para que elas continuem lutando no seu tratamento, e aqui fora, que elas tenham certeza, que estaremos lutando juntos por mais dignidade, qualidade e certeza porque, mais uma vez, falamos da vida de pessoas.

 

Em relação aos aspectos mencionados no texto, podemos perceber toda a magnitude de qualquer escolha que deve ser feita, podemos compreender toda a dificuldade que existe em um tratamento dessas crianças e olhar, sobretudo, tudo o que essa escolha traria para a vida dessas pessoas. Por que não escolher o que já sabemos que é certo? Por que julgar tantas vidas em prol de um interesse econômico? Por que fazer com que pessoas que já estão sofrendo, sofram ainda mais em nome de algo que não é sua culpa? Tem diversas perguntas que podem ser feitas, mas apenas eles podem responder, talvez essa “causa” valha menos, ou talvez esses culpados que não valem tanto assim. Que tal exercitarmos a nossa mente, pensarmos, refletirmos, não tem como ainda optar por uma outra opção, em um período de crises precisamos saber o que é essencial e prioridade, quando tomam essa opção, a saúde e a vida de diversas crianças não é prioridade, e, quando essa infeliz escolha é feita, não temos nada a desejar a não ser pedir perdão em nome dessas certas pessoas.