Brasil: Um país com Memória

5 abr 2017
Comunicação CI
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Hoje, dia 05 de abril de 2017, cinco dias após os 53 anos desde o início da ditadura militar, a Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães recebeu uma palestra que abordou justamente sobre esse momento triste da história do nosso país e outros diversos assuntos, como as lutas estudantis e relacionaram a situação atual pelo qual estamos passando.

Os palestrantes falaram por algumas horas, na parte da manhã e na parte da tarde sobre diversos eventos que ocorreram na história do país, e que segundo eles merecem uma visualização especial. Foi exaltado também a necessidade da organização dos jovens em torno de um movimento estudantil, indagaram sobre como foi desgastante o dia-a-dia antes do início do regime militar, o passo a passo de João Goulart, na época atual presidente, com os plebiscitos e toda a sua proposta de reformas de base, principalmente com a sua vontade de realizar a reforma agrária, falaram também, sobre uma possível participação dos Estados Unidos no regime, realçando os “boatos” que dizem que o país teve participação efetiva e importantíssima na definição do golpe de estado, contribuindo na sua embaixada e com todos os recursos possíveis para conclusão disso. Os palestrantes afirmaram também, que as lutas sociais eram mais fortes aqui em Pernambuco, junto ao Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Citaram diversas personalidades que sofreram nas mãos desse regime, e citaram, “A ditadura é meia-dúzia para se apropriar das riquezas do nosso país”, em diversos momentos questionaram a respeito da nossa liberdade. Falaram também sobre a escravatura do Brasil que foi a mais desgastante de toda a América, durando cerca de 300 anos, e citou que Cuba possui uma educação libertadora.

Nós procuramos entrevistar Edivaldo Nunes, um dos palestrantes e uma pessoa bastante atuante nos meios políticos. Ele fez parte de um grupo de pessoas que lutaram contra o regime militar e que acabaram sendo friamente torturadas, inclusive o próprio, que teve honra e não citou o nome dos seus companheiros. Durante a conversa, ele falou sobre alguns temas, um deles foi a sua juventude, “Difícil, trabalhando na roça, muita alienação. Mas então quando mudei de distrito entrei em uma escola aos oito anos, tive bastante interesse por história, filosofia e biografia de diversas pessoas” citou. Ele esclareceu também sobre a sua opinião, e visualiza como um sonho seu para o país vê-lo livre do modelo capitalista, e espera com isso, uma melhora na nossa sociedade.