Evento da Consciência Negra – ETEPAM

29 nov 2016
Comunicação CI
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Hoje ocorreu na ETEPAM a culminância do Dia da Consciência Negra, o evento contou com a participação do corpo docente, estudantes, palestrantes e apresentações culturais que relembraram esse dia e o quanto os negros sofreram  desde a colonização do Brasil. Mas, também serve para homenagear àqueles que lutaram pelos direitos da raça e seus principais feitos.

O dia da consciência começou por volta das 09:00 horas com as considerações iniciais feitas pela professora de história da instituição, Analice Rocha e com as apresentações literárias por alunos de diversas turmas da escola. Falaram sobre a história e obra da autora nigeriana Chimamanda. Além de recitarem parte do seu poema, ” A coisa volta ao seu pescoço”, também fizeram poemas de própria autoria, ditados no decorrer da apresentação.

E então foi a vez da culinária, em que os alunos se deslocaram até a quadra da escola e prestigiaram as origens das comidas feitas pelos colegas. O evento contou com: Docinho africano, Arroz de halçais, Chinchin de galinha, Axoxô e Omolocum.

No auditório, foi possivel conferir as palestras do doutorando em linguística e professor de língua portuguesa da ETEPAM, Edgar Carvalho e do também professor e pós-graduado em História, Severino Lepê Correia. Os quais trabalharam assuntos como, importância da memória negra e o que é ser negro no Brasil atual, assim como as Insurreições dos Hauçá e Nagô na história brasileira.

O almoço contou com a animação do grupo Maracaatômico, enriquecendo o evento com uma manifestação cultural que permaneceu até a parte da tarde com uma Roda de Capoeira iniciada pelos estudantes.

O ciclo de palestras se estendeu com a estudante de filosofia, ciências sociais e ex-aluna da ETEPAM, Dara Almeida, assim como a Ialorixá Claudia de Oxum e o Rei do maracatu nação pernambucana, Francisco Lázaro. O evento foi encerrado com mais apresentações artístico culturais, feitas pelos estudantes sobre os orixás.

 

 

 “Eu trabalho a consciência negra em mim sempre, todos os dias, porque na verdade ela não surgiu agora, ela surgiu a muito tempo atrás e como eu tenho familiares historiadores a gente conversa muito sobre, desde pequeno eu fui criado assim, dessa forma, sempre sabendo e tendo a suposta consciência negra. ” Jedras 3ª Design de Interiores

 

 

“Desde pequena, eu tenho um pai que ele é militante das causas negras professor de história que é mestre em culturalidade, então para mim isso é uma questão que é tratado diariamente, eu até posso chamar de privilégio de ter essa consciência dentro de casa todos os dias, que é necessário que eu tenha essa consciência de que não sou morena, ou escurinha, sou negra e que é tão difícil de manter dentro disso e se firmar enquanto negra, que sou negra.” Yadirê Zidanes 2ª Comunicação Visual

 

 

 

 “Bem, já nasci negro! Meus pais me diziam, ” Você é negro!”, tenho em mim essa consciência desde pequeno e com o tempo aprendi a lidar com os preconceitos que surgiam.” Severino Lepê, professor pós-graduado em História e palestrante do evento