Quem éramos nós? Como vivíamos? O que comíamos?

4 abr 2018
Comunicação CI
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E iniciando as matérias que falam sobre a História do Brasil, hoje nós iremos abordar o seguinte tema: a história anterior a chegada dos portugueses. Iremos relatar fatos que ocorreram antes mesmo da chegada dos europeus, o que eles encontraram, dentre tantas outras coisas. Então venha conosco e expanda o seu conhecimento sobre a história de sua pátria tão amada e admirada.
Sabemos que a chegada dos primeiros europeus se deu por volta do ano de 1500, mesmo que haja rumores de que os portugueses, os espanhóis e outros povos já haviam visitado o nosso território. Ao chegarem, depararam-se com uma terra já habitada por diversas tribos indígenas, entretanto, não existia nenhum documento escrito nem relatos em que pudessem comprovar que houve uma história anteriormente, pois os índios não tinham o domínio da escrita. Portanto, a imagem e a idealização dos índios do século 16 foram todas feitas por intermédio dos relatos dos viajantes portugueses que aqui estiveram. No ano 1500, estima-se que haviam cerca de cinco mil nativos, sendo eles de tribos diversas, e o que os diferenciavam era o fonema que eles usavam, anteriormente caracterizado por quatro fortes grupos linguísticos, são eles: aruaque, caraíba, jê e tupi. Eles eram divididos em famílias.
Dois dos personagens primordiais para a história do Brasil foi o alemão Hans Staden e o Francês Jean de Lery, eles tiveram a rica oportunidade de estar no início da colonização (cerca de 1550), eles narraram a história e as colocaram em livros que mostram, na visão deles, os acontecimentos. Eles descreveram peculiaridades simples, como a alimentação, os adornos (vestimentas), até aqueles que são um pouquinho mais complexos, como se organizavam a sociedade e também a questão da religiosidade, que são os comportamentos que eles tinham perante as crenças.
Hábitos como caça, pesca e a agricultura eram bastantes comuns entre eles, pois esse era o modo de sobrevivência. No caso da agricultura, eles plantavam em uma determinada região e depois de um determinado tempo eles migravam para outra região com o intuito de usufruir dos recursos que ali havia.
Eles viviam de forma coletiva, as residências eram construídas em conjunto, e cada uma delas abrigavam cerca de 100 pessoas, as menores só comportavam cerca de 80 pessoas e as maiores cerca de 140. As diversas ocas formavam aldeias de 600 a 700 habitantes, o que dependia e variava de acordo com a segurança que o ambiente proporcionava e dos recursos que ali existiam. Existiam trilhas que serviam de conexão entre as diferentes aldeias, essas trilhas ligavam umas às outras, principalmente ao literal e ao interior do país.
A alimentação era baseada na localização em que estavam, portanto, tudo o que consumiam vinha da natureza, por exemplo: farinha de mandioca, carne, peixes, mariscos, macaxeira/aipim, raízes, frutas silvestres, palmito, castanhas, dentre outras. Eles dominavam os temperos e as técnicas de fermentação das bebidas alcoólicas. Apoderavam-se, também, de equipamentos com base nas fibras das matas, eram grandes produtores de cestos, cordas, peneiras, esteiras, redes, abanos de fogos, adereços, dentre tantas outras coisas.
As divisões das funções eram divididas de acordo com o sexo, os homens realizavam as atividades de caça, guerra, construção das ocas, agricultura; as mulheres eram responsáveis por cuidar da família, semear e colher as plantas, tecer as peças das roupas e por cozinhar.
As famílias com uma maior quantidade de homens eram consideradas as mais importantes. Cada família tinha um homem como imagem de liderança, eles formavam um conselho que tinha um chefe de tribo no comando. Os laços tribos e famílias eram consolidados por intermédio dos casamentos.
Para festejar e celebrar cerimônias religiosas eram feitas as festas, eles dançavam, cantavam e pintavam os corpos como uma forma de recordar e homenagear os seus antecedentes e os espíritos da natureza.
As tribos tinham como figura do cacique o chefe administrativo e político. O pajé os ensinavam, ele era responsável por transmitir toda a cultura e os conhecimentos devidos. Ele administrava a questão medicinal e religiosa, para isso, apoderava-se de ervas, plantas e cuidada da parte religiosa.
Tendo em vista os aspectos observados anteriormente, podemos salientar a importância dos nativos para nós, o conhecimento sobre ervas medicinais, pescas, agricultura que temos atualmente, tudo o que foi adquirido graças aos indígenas, pois foram eles que nos repassaram. Também podemos destacar a importância de Hans Staden e de Jean de Lery, pois os seus escritos nos proporcionaram o conhecimento a respeito de tudo quanto sabemos dos nativos.
Sexta-feira tem mais, aguarde, pois nós iremos lhes mostrar diversas outras informações que lhes proporcionaram mais conhecimento a respeito da história do nosso povo.