Do Império a Colônia: O refúgio da família real portuguesa no Brasil!

13 abr 2018
Comunicação CI
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No início do século XIX, Napoleão Bonaparte, líder político e militar francês, ordenou em 1806, decretou o chamado ‘’bloqueio continental’’, que determinava que todos os países da Europa fechassem os portos comerciais para a Inglaterra. Portugal não achou isso proveitoso, já que um de seus maiores parceiros na época era a Inglaterra e por fim decidiu ignorar a Ordem de Napoleão e continuar e furioso, Napoleão ordenou uma invasão a Portugal, que ocorreu em novembro de 1807, porém no dia 22 desse mesmo ano, o príncipe regente D. João juntamente com o rei da Inglaterra Jorge III assinaram um documento no qual transferia a posse monárquica, dando a monarquia ao Brasil e tornando Portugal a colônia.

Feito a transferência de posse monárquica, o príncipe regente determinou que toda a família real portuguesa fosse ao Brasil. Juntamente foram 15,7 mil pessoas, que representavam aproximadamente 2% da população de Portugal na época. Foram necessárias três fragatas, oito naus, três brigues e uma escuna para levar toda a população migrante. Além dessa embarcação, 300 navios mercantes da esquadra inglesa acompanharam a família real rumo ao Brasil, que durou 54 dias.

Chegando ao Porto de Salvador (atual estado da Bahia), a família real foi recebida com comemorações e festas parar celebrar a sua chegada. Permanecendo ali por pouco mais de um mês, D. João, assinou a dos portos ás nações amigas. Após esse período, D. João e a família real migraram para o Rio de Janeiro no dia 07 de março de 1808, onde lá se tornaria a capital do império, porém, havia falta de alojamento para a família real e sua grande comitiva, diante disso, muitas residências receberam as siglas P.R (príncipe regente), e foram convidados a se retirar de suas casas. Inconvenientemente, as pessoas interpretaram a sigla como ‘’Ponha-se na rua’’.

Em consequência dessa migração, grande parte dos residentes ficaram desalojados, e aos poucos, a corte real contribuíram significativamente com as mudanças no Rio de Janeiro do século XIX. O mesmo ocorreu com o mobiliário, a moda, e principalmente o comércio passando a oferecer serviços, até então, escassos, e outros mesmo inexistentes, como cabeleireiros, joalheiros, modistas. O suporte para a vaidade feminina garantiu a oferta de lojas de roupas de luxo, chapéus e cosméticos. Além dessas mudanças, a principal consequência da vinda da família real ao Rio, foi a aceleração da independência do Brasil, já que em 1815 o Brasil deixou de ser colônia e passou a ser considerado um reino juntamente com Portugal e Algarves, esse processo fez com que Portugal perdesse o monopólio sobre o comércio com o Brasil e a elite agrária passa a sonhar com a Independência.

 

O Brasil passa a ser para a Inglaterra um promissor mercado consumidor e quando D. João precisa retornar a Portugal, o filho D. Pedro I, aproxima-se da elite agrária, preocupada com a possibilidade de recolonização e as guerras em propulsão nos países vizinhos da América Espanhola.

A Independência do Brasil é declarada no dia 7 de setembro de 1822 por D. Pedro I. Independente, o País mantém o absolutismo monárquico, a escravidão e a exclusão do povo das decisões políticas.

 

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