Por que nós devemos falar sobre: gravidez na adolescência

18 abr 2017
Comunicação CI
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Constantemente, conseguimos visar diversos artigos e matérias que buscam explorar o assunto da gravidez na adolescência que é muito extenso no Brasil, por descuido dos jovens e na maioria das vezes por desinformação ou falta de conscientização proporcionada pelo estado, família ou qualquer tipo de instituição que aja a respeito ou em prol desse tema. Traremos por essa semana mais um assunto alternativo, por escolha do leitor, que falará sobre o tema da gravidez na adolescência, buscando estatísticas e a conscientização dos jovens para mudar o número de gravidezes indesejáveis que na maioria das vezes acontecem nessa situação.

Nós podemos apresentar diversas causas a esse tipo de assunto, na maioria das vezes, é mais frequente em grupos de maior vulnerabilidade social, e principalmente, a falta de informação e conscientização que não é apresentada nas devidas instituições. Mediante a isso, nós podemos perceber que na maioria das vezes, a consequência vem de forma profunda, algumas pessoas, sejam elas negligentes ou inocentes, não devem perceber isso, mas principalmente apoiar. A mulher é a principal afetada na maioria dos casos, como o pai é majoritariamente adolescente, faz com que as consequências decaiam todas nas costas da mãe, que também é adolescente, isso gera, infelizmente, os casos de abandono provocados pelo pai, junto a isso vem todos os casos de desgastes sofridos pela mãe, os casos que acendem e esquentam os diversos debates sobre a questão do “aborto” e sobre a questão de ser informado ou explicado em sala de aula, para diminuição dos casos onde a gravidez é indesejável e  o aumento da conscientização dos jovens mediante a esse assunto. Segundo dados, a gravidez precoce e a escolaridade são relacionadas, as mulheres com menor nível de instrução tiveram o filho por volta dos 19 anos, se relacionam também ao grau de escolaridade em relação ao uso de contraceptivo e a questão do planejamento familiar. Cerca de 20% dos nascimentos ocorrem em mais com 19 anos ou menos, e isso reflete majoritariamente a posição do Brasil nesse aspecto, que precisa se renovar. No nosso país o índice de gravidez precoce se compara a países que que permitem o casamento infantil, a gravidez chegou a cair 23% de alguns anos para cá, relacionado a isso, 75% das adolescentes que possuem filhos estão fora da escola, e enquanto isso, o Ministério da Educação não possui nenhum programa específico abrangente desse assunto.

Em relação aos aspectos observados nessa matéria, nós podemos sentir os danos que na maioria das vezes uma adolescente grávida sofre, constantemente ocorre a ineficiência ou até inexistência paterna, o preconceito dos colegas e até familiar e os bullyings sofridos por causa da sua gravidez. Sendo indesejada ou não, é uma nova vida, uma nova oportunidade que você pode cursar, tudo mudaria, mas como todas as nossas escolhas possuem benefícios e malefícios, para algumas a vontade de continuar os estudos ou suas tarefas acaba dificultando mais ainda a situação que já não era tão agradável. Isso reacende a busca pela legalização do aborto, para algumas favoráveis, o aborto serve para resgatar a sua própria vida, julgam como algo que dará oportunidade para seguir a sua carreira dos sonhos e talvez voltar a ter uma gravidez, no próximo caso totalmente desejável e planejada, para as que são contra o aborto, mesmo que seja uma surpresa, elas procuram julgar como uma benção e um presente, e querem batalhar por um futuro consigo mesma e seu filho. Nós devemos contribuir para o respeito, e o fim do preconceito a adolescentes grávidas, não é uma tarefa fácil em um país tão machista,  talvez, mudar a nossa história nesse quesito seja principalmente quando relacionamos isso à conscientização, conscientizando os jovens sobre esses assuntos, não seria um ultraje, mas sim uma genuína forma de prevenir diversos contatos que provocam doenças ou até a própria gravidez indesejável, que traz danos profundos sombreados por uma pura alegria, ser mãe e pai, uma imensa dádiva.