Um novo país: a redemocratização do Brasil.

17 abr 2018
Comunicação CI
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Continuando com o mês da história do Brasil, no século XX, ocorreu a ‘’redemocratização do Brasil’’, que se distinguiu em dois períodos: o golpe militar de 1945, que teve como objetivo depor Getúlio Vargas do cargo de presidente que o mesmo adquiriu em 1930 com um golpe militar; E o segundo caso de redemocratização ocorreu após o período de militarização, iniciado com o golpe de 1964. Esse processo ocorreu no governo do general João Baptista Figueiredo, com a anistia aos acusados por crimes políticos.

A fase da redemocratização de 1985, até os dias atuais teve como principal característica o resgate da democracia e da cidadania para todos os brasileiros.

Os presidentes no período da redemocratização do Brasil foram:

  • José Sarney (1985-1980):

Embora Sarney tivesse um passado político de adesão ao regime militar, ele ficou responsável pela transição democrática do país, como havia prometido Tancredo Neves. A principal característica dessa transição foi a convocação de uma assembleia com o objetivo de elaborar uma nova constituição para o país.

  • Fernando Collor (1990-1992):

Após a criação da constituição brasileira, o governo Collor tinha como o principal objetivo de reduzir a hiperinflação e acabar com a corrupção existente entre os funcionários de altos cargos públicos. Para atingir esse objetivo, Collor tomou medidas drásticas, como o bloqueio de contas correntes e aplicações financeiras no sistema, o fechamento de diversas empresas estatais, etc. Essas medidas reduziram a hiperinflação, mas a consequência foi a enorme recessão no país (desemprego, queda da produção industrial e no faturamento do comércio, etc.), além das inúmeras acusações de corrupção e ilegalidades no seu governo que terminou na renúncia de Collor e a cassação dos seus direitos políticos em 8 anos.

  • Itamar Franco (1992-1994)

Assumindo como vice do presidente renunciado, a herança de Collor a Itamar Franco não foi uma das melhores: um país à beira da instabilidade política e uma grave recessão econômica. Para solucionar os problemas existentes, Itamar procurou fazer um governo com base na conciliação entre os políticos, empresários e líderes sindicais. Feito essa união, o ministro Fernando Henrique propôs o plano real, cujo objetivo era acabar com a inflação e estabilizar a economia vigente. Em julho de 1994, passou a vigorar a moeda do Real, que substituiu o antigo cruzeiro. Sem congelar salários ou confiscar poupanças, esse plano teve apoio total da população, já que o dinheiro voltaria a circulação social.

  • Fernando Henrique (1994-2003)

O governo de Fernando Henrique, também apelidado de Governo FHC, teve duração de dois mandatos e tinha o principal objetivo de modernizar o Brasil e integra-lo as potências econômicas internacionais. Seus principais legados deixados ao Brasil foram: a consolidação do plano real, criado por Itamar Franco; Privatização de empresas estatais; A introdução de programas de transferência de renda, como o programa bolsa escola; reformas econômicas que geram efeitos positivos até a atualidade.

  • Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010)

Após três tentativas consecutivas sem sucesso, Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu o cargo de maior importância do país com 61,3% dos votos da população, vencendo o ex-ministro da saúde José Serra do PMDB. Em seus planos de governo estava citado o combate a fome através da Secretaria de Emergência Social (SES) e o combate a crise financeira que o país atravessava. O governo teve também metas para estabelecer o pacto social, visando à governabilidade, que julgava ele ser uma pauta de fundamental importância para o país.

O governo Lula se encerrou com a maior aprovação da História, 80% da população. Seu governo teve como destaque o combate à pobreza e a desigualdade social.

  • Dilma Rousseff (2011-2016)

O governo Dilma, já começa com um marco histórico no país: ela foi a primeira mulher a assumir o cargo de máxima autoridade brasileira. Dilma herdou de Lula, um país de crescimento econômico de 7,5% ao ano e uma baixa taxa de desemprego inflação controlada e grande interesse de investimento e em consequência disso, em 2011 Dilma tinha 50% de aprovação da população. Já no poder, Dilma teve que conviver com outro cenário. Em meio ao repique da crise e a queda nos preços das commodities, decidiu abandonar a política econômica adotada até então por Fernando Henrique Cardoso e Lula para implantar sua “nova matriz econômica”, baseada em crédito abundante, política fiscal frouxa e juros baixos. Fora isso, tomou algumas decisões questionáveis como isentar determinados setores da economia, segurar preços administrados e abandonar o equilíbrio fiscal.

Em 2015, em meio às investigações da “Operação Lava-Jato”, pela Polícia Federal, vários integrantes do governo foram presos e o país entrou em uma grave recessão. O povo foi às ruas pedir a saída da presidente. No dia 2 de dezembro de 2015, a Câmara dos Deputados aceitou um dos pedidos de impeachment contra a presidente, acusada de crime de responsabilidade fiscal. No dia 17 de abril de 2016 a Câmara dos Deputados votou e aprovou o pedido com 367 votos favoráveis e 137 contrários.

No dia 12 de maio de 2016, o processo foi aprovado pelo Senado com 55 votos favoráveis e 22 contrários, obrigando a presidente a se afastar do cargo durante 180 dias, período em que o processo passará pelo julgamento final. Nesse período, o vice-presidente Michel Temer passa a exercer o cargo e no dia 31 de agosto, o Senado Federal por 61 votos a 20, cassou o mandato de Dilma como presidente, mas, manteve o direito dela de ocupar cargos públicos.

  • Michel Temer (2016-Atualidade)

Após o impeachment da ex-presidente Dilma, Michel Temer que já havia assumido anteriormente devido ao afastamento prévio da presidente, assumiu o cargo interinamente. Nesse período em que se consagrou presidente, Temer reduziu o número de ministérios de 32 para 23, e em sua cerimônia de posse, defendeu o ‘’governo da salvação nacional’’, medidas para superar a crise econômica, reequilibrar as contas públicas, os programas sociais e a continuidade das investigações da operação lava-jato.

Em suma, desde 1985, o país entrou em constante progressão, mesmo com os vigentes problemas da gestão presidencial, porém, cientistas políticos olham otimistas para o governo atual e futuro, com grandes perspectivas de crescimento em nosso país.